quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
“affair” - feniletilamina-
Eu nunca quis ser tão sentimental, na verdade isso tudo é tão novo pra mim, eu coloco sentimento em tudo que posso, e involuntariamente, o pássaro canta e a melodia é sempre uma serenata matinal encantadora, eu não planejei ter um coração tão amante, mas eu vi você, o seu calor atravessou vários metros e penetrou fundo cada poro do meu corpo, desde então meus poros exalam um odor diferente, nas minhas mãos há sempre uma carta de amor, o meu corpo se enrola inteiro em um teatro em que eu pretendo dizer as coisas de forma firme e que indique independência sentimental, eu não sei se consigo passar qualquer impressão além dessa figura que parece sempre conturbada e pega de surpresa. É tão difícil conviver com o relógio sabendo da existência dos seus olhos. Eu nunca quis ser assim, mas isso tudo de ter a respiração repentinamente ofegante sem motivo visível além da sua aproximação é coisa tão forte, que não consigo sequer desejar a liberdade dessa prisão meio melancólica e meio possessa, meu corpo está eletrificado 24 horas por dia. Há loucura em cada fissura da pele, em cada espaço entre uma célula e outra, há paixão em todo o sistema e hormônios bagunçados derramados em doses exageradas no meu sangue, por dentro das artérias.
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