segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Círculo global

Sou cíclico, mas não sou contínuo,
sou redemoinho que gira sempre
engulo quanto vejo, devasto tudo que é.

Outdoors me cegam os olhos,
uma realidade contrastando
com a realidade maior
na beira da rodovia...

Tudo gira e tudo se comunica
as coisas falam por si
uma placa de ideias de cada lado.
As coisas fazem um marketing novo a cada dia
e o marketing faz o homem-coisa.

Aldeia global
Aldeia local
quanta coisa fora da globalização

Sou cíclico e fujo,
o mundo é um redemoinho maior.
Rodas, luz, barulho-motor...
Faz tanto tempo e ainda estamos,
ainda somos: Estes de Revolução Industrial.
Tudo é industrial agora,
tudo é industrial a final. A fim de processar...
Processar tudo o que há.
O ar, processam o meu ar com fumaça industrial.
Processam o meu cérebro em viagem outdoorlesca.

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