Eu tinha uma estrela, a qual eu assistia todas as noites que o céu me permitia, as noites sem a minha estrela eram como passá-las inteirinhas em um túnel muito escuro. Nenhuma luz da cidade nem todas elas juntas me bastavam, mas só a minha estrela brilhava o que me satisfazia. Agora ela não brilha mais. Eu nunca soube o seu nome, ela nunca me disse, mas ela tinha um nome que eu dei à primeira vista que ainda me encanta na lembrança. Stella Bibiana -suitable-
Agora há borra de café no fundo da minha xícara e nenhuma estrela mais posso ver. Ontem mesmo a Lua estava tão cheia que quase tomava o céu por inteiro, mas a minha Stella em algum lugar deve ter enciumado a admiração daquele breve momento, e a Lua então desceu ao mar com um esplendor muito triste e mergulhou por completo se afogando, bolhinhas de ar subiram à superfície das águas já negríssimas, agora tenho certeza de que algo da minha Stella segue flutuando pra mim, talvez como o mais extraordinário dos pós cósmicos e gases, talvez como o mais belo que a não-existência pode oferecer, mas jamais opaca e ordinária, sempre melhor.
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