segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Poeta boêmio

O mundo crucifixa o poeta boêmio.
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Estes chandalas, liberais,
libertinos e levianos,
que espalham vícios e cartas,
desafiam as regras civis,
desafiam as regras físicas- estando em tantos lugares em um  único espaço de tempo-

São sonhadores natos, iconoclastas sem ídolos
debocham de crenças, e no entanto vangloriam o amor e o ato de amar,
figuras femininas são colocadas em pedestal,
amam e fingem e cingem seus corpos com coroas da ilusão,
 em meio fumos de cigarros e doses ardidas de bebidas quentes,
 vivem não com o cérebro mas substancialmente do coração vivem. Somente.
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Eles todos não podem entender
que entre amar e viver
o poeta escolhe o amor.
Menos ainda que sempre se irá perder,
perde a si mesmo e encontra o que ninguém se permite encontrar...
E na dor não perece
sem ao menos o gozo de sonhar com amores
que  o mata.

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